Retrospectiva do Surf em 2025 e Calendário da WSL em 2026
Retrospectiva do Surf em 2025
O ano de 2025 foi eletrizante para o surf profissional, com a World Surf League (WSL) Championship Tour entregando ondas épicas, rivalidades intensas e momentos históricos nos principais picos ao redor do mundo. A temporada culminou nos Lexus WSL Finals em Cloudbreak, Fiji, onde Yago Dora, do Brasil, e Molly Picklum, da Austrália, foram coroados campeões mundiais. Dora conquistou seu primeiro título mundial aos 29 anos, superando anos de quase-vitórias (sétimo em 2023 e sexto em 2024), enquanto Picklum, aos 22 anos, se tornou a primeira australiana a vencer desde Stephanie Gilmore em 2022, liderando a maior parte da temporada com o jersey amarelo.
Nos rankings finais do Men's Championship Tour, os top 5 foram dominados por performances consistentes: Yago Dora (Brasil) liderou com 54.750 pontos, seguido por Griffin Colapinto (EUA) com 48.965, Jordy Smith (África do Sul) com 50.835, Italo Ferreira (Brasil) com 47.420 e Jack Robinson (Austrália) com 47.545. No Women's Championship Tour, Molly Picklum (Austrália) terminou no topo com 71.145 pontos, à frente de Caroline Marks (EUA) com 50.320, Gabriela Bryan (Havaí) com 64.680, Caitlin Simmers (EUA) com 60.280 e Bettylou Sakura Johnson (Havaí) com 49.420.
Eventos chave incluíram o VIVO Rio Pro em Saquarema, Brasil, onde Molly Picklum venceu sua primeira etapa no local ao derrotar a favorita local Luana Silva, e o Surf City El Salvador Pro, com vitórias em heats por surfistas como Rio Waida, Jack Robinson e Yago Dora. Outros destaques foram o Rip Curl Pro Bells Beach, vencido por Jack Robinson pela primeira vez, e o Lexus Tahiti Pro em Teahupo'o, que testou os limites dos atletas com ondas pesadas. A temporada viu recordes de pontuação, como os 8.83 de Picklum em barrels no Finals, e enfatizou estratégia e consistência, com surfers acumulando pontos em até sete resultados para qualificação aos playoffs.
Destaques dos Brasileiros em 2025
Os brasileiros mais uma vez provaram por que o Brasil é uma potência no surf mundial, conquistando o sétimo título masculino nos últimos 11 anos. Yago Dora foi o grande nome, vencendo duas etapas, chegando a três Finals e dominando o título match contra Griffin Colapinto com scores de 7.33 e 8.33 em turns afiados e carves precisos, totalizando 15.66 a 12.33. Sua temporada foi marcada por superação, focando em táticas competitivas além de seu estilo free-surfing.
Italo Ferreira, campeão olímpico e ex-mundial, terminou em quarto no ranking geral e brilhou nos Finals, avançando às quartas ao derrotar Jack Robinson por 14.33 a 5.83, antes de cair para Colapinto por 16.33 a 13.67. No Challenger Series, Samuel Pupo venceu o Banco do Brasil Saquarema Pro presented by Corona Cero, superando semifinais intensas e uma final contra um ex-rival do CT, mostrando a profundidade do talento brasileiro.
Outros destaques incluíram performances em eventos locais como o VIVO Rio Pro, onde a torcida brasileira encheu as praias de Saquarema, e o Saquarema Pro, com vitórias cruciais que ajudaram na qualificação para o CT. Surfistas como Luana Silva animaram as multidões no feminino, enquanto jovens promessas pavimentaram o caminho para o futuro, reforçando a "Brazilian Storm" como força dominante.
Calendário da WSL em 2026: Principais Etapas
O calendário de 2026 da WSL Championship Tour celebra os 50 anos do surf profissional com um formato renovado, abrangendo 12 etapas em nove países, de abril a dezembro. A tour inclui nove eventos regulares, dois pós-temporada e um finale winner-takes-all no Pipe Masters, com campos iniciais de 36 homens e 24 mulheres, reduzindo para os tops nos playoffs. Pontos contam dos melhores sete resultados regulares para qualificação, e o Pipe oferece 15.000 pontos (50% a mais). Formatos eliminam rodadas não-eliminatórias, com brackets fixos e diferenças entre masculino e feminino.
Aqui vai a visão geral das etapas, com datas aproximadas (sujeitas a confirmações oficiais da WSL), destacando oportunidades para brasileiros como Yago Dora defendendo o título e Italo Ferreira buscando redenção, especialmente na etapa brasileira em Saquarema:
No início da temporada, a tour abre com Bells Beach, em Victoria, Austrália, de 1 a 11 de abril, um pico clássico de direitas onde brasileiros historicamente brilham em condições variadas. Em seguida, Margaret River, na Austrália Ocidental, de 17 a 27 de abril, testa power surfing em ondas pesadas.
Maio traz Snapper Rocks, em Queensland, Austrália, de 2 a 12 de maio, seguido por Punta Roca, em El Salvador, de 28 de maio a 7 de junho, um point break direito que favorece goofy-footers brasileiros.
Junho destaca Saquarema, no Rio de Janeiro, Brasil, de 12 a 20 de junho, a etapa "em casa" onde a torcida brasileira pode impulsionar performances épicas de Dora, Ferreira e outros.
Julho vai para Jeffreys Bay, na África do Sul, de 10 a 20 de julho, com linhas perfeitas para carves.
Agosto inclui Teahupo'o, em Tahiti, Polinésia Francesa, de 8 a 18 de agosto, e Cloudbreak, em Fiji, de 25 de agosto a 4 de setembro, picos tubulares que demandam coragem.
Setembro tem Lower Trestles, em San Clemente, Califórnia, EUA, de 11 a 20 de setembro, uma onda high-performance.
Outubro marca os playoffs com Surf Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, de 14 a 18 de outubro, e Peniche, em Portugal, de 22 de outubro a 1 de novembro, com Supertubos oferecendo barrels europeus.
Dezembro encerra com o Banzai Pipeline, no Havaí, EUA, de 8 a 20 de dezembro, o grande finale onde o campeão é decidido em um formato de alto risco, perfeito para o estilo agressivo dos brasileiros.
Fique atento a atualizações, pois o calendário pode ajustar por condições climáticas ou eventos globais. 2026 promete elevar o surf com mais drama nos playoffs e foco em picos icônicos!