A Nova Sensação: Esqui de Montanhismo estreia em Milão 2026

Última atualização: 10 de fevereiro de 2026

Esqueça os teleféricos. No Esqui de Montanhismo (conhecido como SkiMo), o atleta precisa subir a montanha usando a força das pernas e depois descê-la em alta velocidade. É a modalidade mais "raiz" e exaustiva que faz sua estreia histórica nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina.

Se você está procurando os resultados, calma! As provas de estreia acontecem na reta final dos jogos. Confira abaixo a agenda para não perder este momento histórico.

📅 Agenda Histórica: Quando assistir ao SkiMo?

(Horários de Brasília)

Todas as provas acontecem na região de Bormio/Valtellina. Salve as datas das primeiras medalhas da história:

19 de Fevereiro (Quinta-feira) - O Dia do Sprint ⚡ A prova mais rápida e emocionante. Sobem e descem em cerca de 3 minutos.

  • 05:45 - Sprint Feminino (Qualificatórias)

  • 06:20 - Sprint Masculino (Qualificatórias)

  • 08:55 - Sprint Feminino (FINAL 🥇)

  • 09:15 - Sprint Masculino (FINAL 🥇)

21 de Fevereiro (Sábado) - Revezamento Misto 🔄 Prova em duplas (homem e mulher).

  • 04:30 - Revezamento Misto (FINAL 🥇)

    • Destaque: Fique de olho na França e Itália, as grandes potências que devem dominar o pódio em casa.

❓ O que você precisa saber para assistir

Como o esporte é novo, seu leitor vai ter dúvidas. Aqui está o resumo rápido:

  1. A Subida: Os atletas colam "peles" (tecidos sintéticos) na base dos esquis para não escorregar para trás enquanto sobem paredes de neve íngremes.

  2. A Transição: Chegando no topo, eles precisam arrancar as peles e ajustar as botas em segundos. É aqui que a prova se ganha ou se perde (igual a um pit-stop de F1).

  3. A Descida: Esqui alpino tradicional, em alta velocidade e fora de pista, passando por "portas" obrigatórias.

🇧🇷 E o Brasil no SkiMo?

Nesta edição de estreia, o Brasil não possui atletas classificados. Nosso principal nome na modalidade é Charles de Candolle, que representa o país em Mundiais, mas o foco da torcida brasileira em 2026 está 100% no Esqui Alpino com Lucas Pinheiro Braathen e no Snowboard.

Por que o SkiMo vai ser o esporte mais difícil das Olimpíadas?

Não se deixe enganar pela neve fofa. O Esqui de Montanhismo (SkiMo) é brutal. Imagine correr uma maratona subindo uma escadaria e, assim que chegar ao topo, ter que descer uma ladeira de gelo a 80km/h com as pernas queimando.

É a única modalidade olímpica que exige fôlego de maratonista na subida e técnica de esquiador alpino na descida.

As 3 Regras de Ouro: Como funciona?

Se você nunca viu, preste atenção nestes detalhes durante a transmissão:

1. A Subida (As "Peles" Mágicas) 🧗‍♂️ Como eles sobem a parede de neve sem escorregar?

  • Os atletas colam na base dos esquis um tecido sintético chamado "Pele de Foca" (hoje feito de nylon/mohair).

  • Essa pele tem pelos unidirecionais: ela desliza para frente, mas trava quando o esqui tenta voltar para trás. É pura tração.

2. A Transição (O "Pit-Stop") ⏱️ Aqui se ganha a medalha. Ao chegar no topo da montanha, o atleta precisa:

  • Arrancar as peles dos esquis (sem tirar os esquis dos pés!).

  • Guardar as peles no macacão.

  • Travar as botas e fixações para o modo "descida".

  • Tudo isso acontece em menos de 10 segundos com o coração batendo a 190 bpm. Qualquer erro aqui custa o ouro.

3. A Descida (O Perigo) ⛷️ Agora é ladeira abaixo.

  • Diferente do Esqui Alpino, os esquis de SkiMo são super leves (menos de 700g), o que os torna muito instáveis na descida.

  • O atleta desce exausto, passando por "portas" (bandeiras) obrigatórias. Cair na descida é quase garantia de perder a prova.

Curiosidade :

Você sabia? No SkiMo, os atletas também precisam carregar os esquis nas costas em trechos onde a neve é muito fofa ou a inclinação é impossível de esquiar. É uma corrida completa na montanha.

Esqui de Montanhismo nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026: Estreia Olímpica, Regras, Participação Brasileira e Favoritos

O esqui de montanhismo (ou ski mountaineering, popularmente chamado de "skimo") fará sua tão aguardada estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, de 6 a 22 de fevereiro, na Itália. Essa modalidade combina resistência física extrema, técnica de escalada com esquis e descidas radicais, sendo uma das mais exigentes dos esportes de inverno.

Conhecido por desafiar os limites do corpo humano em ambientes de alta montanha, o esqui de montanhismo chega ao programa olímpico com três eventos medalhistas, prometendo disputas intensas nas Dolomitas italianas. No Olympic Esporte, acompanhe tudo sobre essa novidade que une aventura e competição de alto nível.

As Provas e as Regras do Esqui de Montanhismo Olímpico

Em Milano Cortina 2026, serão disputadas três provas:

  • Sprint masculino e feminino: Corrida curta e explosiva, com duração média de 3 a 4 minutos por bateria. Os atletas sobem uma encosta íngreme usando "skins" (peles adesivas nos esquis para tração), fazem transições rápidas (tirando as skins e ajustando as botas para descida) e finalizam com uma descida freeride. Há fases de qualificação, quartas de final, semifinais e final, com até 6 atletas por bateria.

  • Revezamento misto: Equipes formadas por um homem e uma mulher alternam trechos de subida e descida, em formato de revezamento. Exige estratégia, sincronia e alta performance em transições.

As regras são regidas pela Federação Internacional de Esqui de Montanhismo (ISMF), com foco em segurança: os atletas carregam equipamento obrigatório (como mochila com pá, sonda e pele de reposição), e as pistas incluem subidas de até 150-200 metros de desnível positivo nas sprints. Não haverá as provas longas "individual" ou "vertical" no programa olímpico — elas ficam reservadas para a Copa do Mundo.

Participação Brasileira no Esqui de Montanhismo

Infelizmente, o Brasil não terá representantes no esqui de montanhismo em Milano Cortina 2026. Apesar de a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) ter atletas registrados na modalidade nos últimos anos, como Caio Brown e Charles de Carvalho, o país não conseguiu vagas olímpicas.

A delegação brasileira bateu recorde com 14 atletas classificados para os Jogos, mas concentrados em modalidades como esqui alpino, esqui cross-country, snowboard cross, skeleton e bobsled. O esqui de montanhismo exige treinamento constante em terrenos de alta montanha com neve, algo inviável no Brasil devido à falta de infraestrutura. A participação nacional nos esportes de inverno segue crescendo, mas ainda é limitada em disciplinas mais técnicas como essa.

Favoritos às Medalhas em 2026

Como modalidade tradicional nos Alpes europeus, os países com maior tradição devem dominar o quadro de medalhas. A Itália, como anfitriã, chega como grande favorita coletiva, com uma equipe forte e motivada pelo fator casa nas Dolomitas. França, Suíça e Espanha também são potências históricas na Copa do Mundo ISMF.Principais nomes e países para acompanhar:

  • Sprint masculino: Oriol Cardona Coll (Espanha), campeão mundial recente, é um dos principais contenders. Italianos como Matteo Eydallin e suíços como Rémi Bonnet também brigam pelo ouro.

  • Sprint feminino: Atletas francesas como Axelle Gachet-Mollaret, múltipla campeã mundial e recordista de títulos, são favoritas absolutas. A italiana Giulia Murada e suíças completam o grupo das principais candidatas.

  • Revezamento misto: Itália e França têm duplas consolidadas e são as grandes favoritas ao ouro, com a Suíça logo atrás.

A estreia olímpica deve elevar o nível técnico, com disputas acirradas e possíveis surpresas de atletas emergentes. A Itália, em especial, sonha com múltiplas medalhas para celebrar a inclusão da modalidade em casa.Milano Cortina 2026 marcará um capítulo histórico para o esqui de montanhismo, trazendo mais visibilidade a um esporte que une aventura e alta performance.

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