Classificatória feminina do Mundial de ginástica começa hoje; Brasil de Rebeca Andrade entra na segunda

A classificatória feminina do Mundial de ginástica artística começa neste domingo (18), às 11h no horário de Brasília, em Roterdã, na Holanda. A primeira subdivisão reúne Estados Unidos, Romênia e Alemanha. Depois vêm Japão, Austrália e Bélgica e, no fim da tarde, Itália e México. A seleção brasileira, com Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, só compete na segunda-feira (19), às 14h35, na subdivisão 9, ao lado da Suíça. Como é a penúltima a se apresentar, a equipe vai entrar no tablado conhecendo quase todas as notas que precisa superar para ficar entre as oito da final por equipes.

Horários da classificatória feminina do Mundial de ginástica (Brasília)

A Holanda está cinco horas à frente de Brasília até o dia 24. Estes são os horários de cada subdivisão, segundo o ge e a programação por subdivisão publicada pelo site Balance Beam Situation:

Domingo (18)

  • 11h: subdivisão 1, com Estados Unidos, Romênia e Alemanha

  • 12h50: subdivisão 2, com Japão, Austrália e Bélgica

  • 14h40: subdivisão 3, com Itália e México

Segunda-feira (19)

  • 4h30: subdivisão 4, com Suécia e Belarus

  • 6h05: subdivisão 5, com Ucrânia, Argélia e Argentina

  • 7h40: subdivisão 6, com França e Malásia

  • 11h: subdivisão 7, com Grã-Bretanha e Holanda

  • 12h35: subdivisão 8, com Rússia (atletas neutras), Canadá e Espanha

  • 14h35: subdivisão 9, com Brasil e Suíça

  • 16h10: subdivisão 10, com China e Coreia do Sul

Cada subdivisão também tem ginastas que competem individualmente, de países sem equipe completa.

O que está em jogo: final por equipes e vagas para Los Angeles 2028

Na classificatória, cada seleção coloca quatro ginastas em cada aparelho e descarta a pior nota. As oito melhores equipes vão à final por equipes, na quarta-feira (21), às 14h30. Também saem daqui as 24 finalistas do individual geral e as oito de cada aparelho, com limite de duas por país nos dois casos, como explica o USA Today.

O peso da final por equipes vai além das medalhas. As três primeiras garantem vaga nos Jogos de Los Angeles 2028. As outras nove vagas por equipe serão distribuídas no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, e só as finalistas de Roterdã têm lugar garantido nessa disputa. Segundo o ge, quem ficar fora da final vai precisar buscar a vaga para Chengdu nos campeonatos continentais do ano que vem. Esse é o foco do Brasil, que foi vice-campeão mundial por equipes em 2023 e bronze em Paris 2024.

As rivais que competem antes do Brasil

Estados Unidos. As norte-americanas ganharam todos os títulos mundiais por equipes desde 2011, o último deles em Antuérpia, em 2023, segundo a USA Gymnastics e o USA Today. O time de Roterdã, porém, é quase todo estreante em Mundiais: só Skye Blakely já tinha disputado a competição. A equipe chega sem Hezly Rivera, campeã olímpica por equipes em Paris, que se retirou por causa de uma lesão no tornozelo, de acordo com a AP e a NBC Sports. Dulcy Caylor entrou no lugar dela, ao lado de Blakely, Charleigh Bullock, Reese Esponda e Claire Pease.

Japão e Itália. As japonesas competem na segunda subdivisão do dia. A Itália, vice-campeã olímpica por equipes em Paris 2024, fecha o domingo, às 14h40.

Rússia. As russas, que competem como atletas neutras, entram na segunda-feira, às 12h35, desfalcadas. A Holanda negou o visto a Angelina Melnikova, atual campeã mundial do individual geral, a Viktoria Listunova e a Anna Kalmykova, segundo a federação russa, a AP e a BBC. O governo holandês informou que o desempenho esportivo das ginastas não teve papel na decisão.

China. As chinesas fecham a classificatória, às 16h10 de segunda, depois do Brasil.

Brasil na classificatória feminina do Mundial: quem compete

A seleção feminina tem Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis, Gabriela Bouças e Sophia Weisberg, segundo a convocação da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Rebeca, Flávia e Lorrane estiveram na equipe olímpica de Paris 2024, e Thais volta a um Mundial depois de sete anos.

Rebeca vai competir só no salto e na trave, e sem o Cheng, seu salto mais difícil, na classificatória. Os detalhes estão em Rebeca Andrade no Mundial: salto e trave, sem o Cheng na estreia. Flávia Saraiva chega depois de ganhar o ouro nas barras assimétricas e na trave na Copa do Mundo de Szombathely, na Hungria, em setembro, onde Lorrane Oliveira foi bronze no solo, segundo o Flamengo e o Olympics.com. De acordo com o Olympics.com, Flávia deve se apresentar nos quatro aparelhos.

Onde assistir à classificatória feminina

  • Classificatórias (domingo e segunda): ao vivo e de graça na plataforma Eurovision Sport (eurovisionsport.com), com cadastro, segundo o ge e a USA Gymnastics.

  • Finais, a partir de terça-feira (20): SporTV, CazéTV e Time Brasil TV.

E a seleção masculina?

A classificatória masculina termina na manhã deste domingo, com as subdivisões de China, Itália, Espanha e Bélgica e de Alemanha, Suíça, Cazaquistão e Israel. O Brasil, que somou 232,694 pontos no sábado, já está fora da final por equipes. Diogo Soares e Vitaliy Guimarães esperam o fechamento da lista do individual geral. Acompanhe em Ginástica artística masculina: Brasil fica fora da final por equipes no Mundial.

Fontes

Leia também

Ana Paula Aguiar

Equipe Olympic Esporte. Cobre esportes olímpicos e paralímpicos, os demais esportes e o futebol feminino.

Anterior
Anterior

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski são campeãs do WTA 1000 de Wuhan

Próximo
Próximo

Final feminina do Mundial de skate street: Rayssa Leal e Maria Lúcia encaram seis rivais em busca do título