Rebeca Andrade no Mundial: salto e trave, sem o Cheng na estreia
Rebeca Andrade volta a um Mundial de ginástica artística na segunda-feira (19), em Roterdã, na Holanda, como especialista de salto e trave. A campeã olímpica fez o treino de pódio na sexta-feira (16) e, segundo a comissão técnica, vai para a classificatória sem o Cheng, seu salto mais difícil. A seleção feminina compete na subdivisão 9, que começa às 14h35 (horário de Brasília).
Rebeca Andrade no treino de pódio: o que ela mostrou
A revista International Gymnast, que acompanhou o treino, descreveu a trave de Rebeca como a de quem "nunca tivesse feito uma pausa" e classificou o Yurchenko com dupla pirueta como "de nível mundial". No lugar do Cheng, a brasileira treinou o Lopez, salto da mesma família, com entrada em meia pirueta e saída em mortal estendido com meia volta, ou seja, uma pirueta a menos.
Na classificatória, Rebeca deve usar dois saltos: o Yurchenko com dupla pirueta (5,0 de dificuldade) e o Lopez (4,8). Foi com essa dupla que ela ganhou o Pan-Americano com média de 14,549, a maior do mundo em 2026, de acordo com o ge e a Olimpíada Todo Dia. O Cheng vale 5,6.
Por que Rebeca Andrade não vai fazer o Cheng na classificatória
O técnico Francisco Porath explicou a decisão à Olimpíada Todo Dia: "Como aqui no treino é tudo na chegada oficial, a gente não quis ainda forçar. Como ela é especialista de salto, queremos ter ela na final. Acredito que com esses dois saltos, com boa execução, a Rebeca tem boas chances de estar entre as oito."
O Cheng pode aparecer mais adiante. "Existem todas as possibilidades. A gente joga com a regra a nosso favor. Estando na final, olhamos a matemática da coisa para decidir. Mas vamos pelo caminho seguro para essa competição", disse Porath.
Entre as rivais no salto estão a norte-americana Claire Pease, que faz o Cheng como segundo salto, e a sul-coreana Yeo Seojeong, campeã dos Jogos Asiáticos com média de 14,483.
Sem solo e sem barras: o retorno gradual de Rebeca
Rebeca, de 27 anos, ficou fora do Mundial de 2025 para se recuperar do desgaste dos Jogos de Paris 2024, onde ganhou quatro medalhas. Desde a volta, em junho, o plano é gradual, de olho em Los Angeles 2028:
Salto: primeiro aparelho a voltar. Ela é bicampeã mundial (2021 e 2023) e campeã olímpica.
Trave: voltou na Copa do Mundo de Szombathely, em setembro, com prata e 14,100 na classificatória. Segundo o ge, é nota de medalha em Mundial, mas várias rivais se aproximam dos 15 pontos.
Barras assimétricas: previstas para 2027, com uma série nova.
Solo: fora dos planos desde Paris 2024. Sem ele, Rebeca também não disputa o individual geral.
Com dois aparelhos, ela fará no máximo seis séries em Roterdã. No Mundial de 2023, foram 15 apresentações e cinco medalhas.
Flávia Saraiva e a seleção feminina no Mundial
A equipe tem Rebeca, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis, Gabriela Bouças e Sophia Weisberg. No treino de pódio, Flávia foi destaque na trave e no solo, segundo a International Gymnast, e, depois da série completa de solo, tentou um elemento mais difícil, o duplo mortal estendido com pirueta, com o que pareceu ser uma leve ajuda do treinador.
A meta, de acordo com a Olimpíada Todo Dia, é acertar as séries, chegar à final por equipes e evitar lesões. As três primeiras equipes da final garantem vaga nos Jogos de Los Angeles 2028.
Mundial de ginástica artística: horários da seleção feminina (Brasília)
Segunda-feira (19), 14h35: classificatória, subdivisão 9
Quarta-feira (21), 14h30: final por equipes, se o Brasil ficar entre os oito
Sábado (24), por volta das 9h37: final do salto
Domingo (25), por volta das 10h42: final da trave (a Holanda sai do horário de verão nesse dia)
As classificatórias passam ao vivo e de graça na plataforma Eurovision Sport. Os canais SporTV transmitem as finais a partir de terça-feira (20).
Fontes
Olimpíada Todo Dia, Rebeca no treino de pódio e entrevista de Francisco Porath
Esportelândia, Rebeca fora do Mundial de 2025 e números da carreira

