Flávia, Rebeca, Lorrane e Nory: o fim de semana do Brasil na Hungria

O Brasil fechou o fim de semana na Copa do Mundo de ginástica artística de Szombathely, na Hungria, com seis medalhas: três ouros, duas pratas e um bronze. Flávia Saraiva foi o nome da etapa. Subiu três vezes ao pódio, duas no lugar mais alto. Rebeca Andrade voltou ao circuito mundial e levou prata. Arthur Nory fechou o domingo com ouro na barra fixa.

A etapa (18 a 20 de setembro) foi o último compromisso da temporada antes do Mundial de Roterdã, de 17 a 25 de outubro.

O quadro brasileiro

AtletaAparelhoResultadoNotaFlávia SaraivaBarras assimétricasOuro (sáb.)13,366Flávia SaraivaTraveOuro (dom.)13,766Flávia SaraivaSoloPrata (dom.)13,433Rebeca AndradeTravePrata (dom.)13,600Lorrane OliveiraSoloBronze (dom.)12,933Arthur NoryBarra fixaOuro (dom.)14,133

Fora do pódio, mas na final: Lorrane ficou em quarto nas barras, a 0,067 do bronze. Lucas Bitencourt foi quarto nas paralelas (13,000). Caio Souza sentiu o bíceps nas argolas no sábado, não concluiu a série e abandonou as outras finais.

Sábado: o primeiro ouro de Flavinha

Flávia Saraiva venceu as barras assimétricas com 13,366. A americana Tatum Drusch ficou com a prata (13,300) e a eslovaca Barbora Kundrat com o bronze (13,233). Lorrane Oliveira somou 13,166 e saiu a um passo do pódio.

Foi o recado da etapa: o Brasil feminino chegou competitivo em aparelho por aparelho, não só no salto.

Domingo: dobradinha na trave e no solo

Na trave, Rebeca Andrade se apresentou primeiro e fez 13,600, mesmo com um desequilíbrio e a saída sem cravar. Flávia veio depois, série mais limpa, 13,766, e ficou com o ouro. A britânica Emily Roper fechou o pódio com 12,866 — longe das duas brasileiras.

A prata tem peso extra: foi o retorno de Rebeca a uma etapa mundial depois dos Jogos de Paris-2024. Desde a Olimpíada, ela só havia competido em torneios nacionais e continentais.

No solo, outra dobradinha. Flávia somou 13,433, com série cravada (usou “Homem com H” e “Asa Branca”). A americana Dulcy Caylor, última a se apresentar, tirou 0,033 a mais e ficou com o ouro. Lorrane Oliveira completou o pódio com 12,933.

Três finais, três medalhas: Flávia encerrou Szombathely como a ginasta mais premiada da delegação.

Nory crava a barra e passa dos 14

Na última final do dia, Arthur Nory fez 14,133 na barra fixa — único da prova a passar de 14 pontos. Série sem erro. Tomas Kalinic ficou com a prata (na casa de 13,3). Kacper Garnczarek, da Polônia, levou o bronze.

Foi o terceiro ouro brasileiro na etapa e o fecho masculino que a delegação precisava depois da lesão de Caio.

O que essa etapa diz rumo ao Mundial

Szombathely não distribui vaga olímpica. Distribui ritmo. O Mundial de Roterdã, em outubro, é o grande teste do ano. Flávia chega com confiança em três aparelhos. Rebeca reestreou no palco internacional na trave e saiu com medalha. Lorrane medalhou no solo e quase medalhou nas barras. Nory mostrou barra de final de Mundial.

O ciclo de Los Angeles 2028 ainda é longo. Este fim de semana serviu para o Brasil medir o que já está pronto e o que ainda precisa de série mais limpa — o 0,033 que tirou o ouro de Flávia no solo é o tipo de detalhe que decide outubro.

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