Rebeca Andrade traça planos para 2027: volta às barras, mantém adeus ao solo e mira Chengdu

Depois do tricampeonato mundial do salto em Roterdã, Rebeca Andrade, de 27 anos, já olha para 2027. A campeã olímpica fechou o Mundial com a 10ª medalha em Mundiais, ajudou o Brasil a terminar em quinto por equipes — classificado para o Mundial de Chengdu 2027 — e traçou um plano gradual com o técnico Francisco Porath: voltar às barras assimétricas e manter o solo fora da rotina, segundo o ge.

“Tô bem feliz e orgulhosa”

Em Roterdã, Rebeca disse ao ge: “Tô bem feliz e orgulhosa. Tenho outros objetivos para o ano que vem, então tenho que me manter treinada. Espero continuar cada vez mais evoluindo e crescendo dentro do esporte. Conquistar essa medalha é mais um orgulho gigante na nossa trajetória, e querendo mais. Melhorar cada vez mais o salto, voltar a fazer a paralela, voltar a fazer a trave como tava fazendo antes. Vamos para mais, porque o ciclo não acabou e tem muita coisa pela frente”.

Destreinamento ativo em 2025 e retorno em 2026

Rebeca e a comissão técnica montaram uma evolução gradual até Los Angeles 2028. Em 2025, Porath adotou o que chamou de “destreinamento ativo”, para a ginasta recuperar corpo e mente após quatro medalhas em Paris 2024. Só no início de 2026 ela voltou de fato aos treinos.

No Mundial, não apresentou Cheng nem Amanar. Competiu com Lopez e Yurchenko com dupla pirueta — execução suficiente para o ouro — e também se apresentou na trave.

Barras de volta; solo, não

Para 2027, a prioridade é retomar as barras assimétricas, aparelho favorito e peça importante para a nota da equipe na briga por vaga olímpica em Chengdu. Rebeca já treina o aparelho, mas ainda monta uma série competitiva capaz de disputar pódio. Uma medalha olímpica nas barras é uma das motivações rumo à quarta participação nos Jogos.

O solo segue fora. Ela não compete no aparelho desde o ouro em Paris 2024 e reafirmou a decisão ao ge: “Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento, porque é um aparelho que me desgasta muito, o meu corpo. Eu entendo isso e escolho respeitar isso. O Xico também entende que era desgastante para mim, que era sofrido. No momento que eu me colocava para fazer, eu dava 110% de mim. Quando eu falo ‘não dá!’, ele entende que realmente não dá. Não é só uma desculpa, não é cansaço. Fico muito feliz de ter o treinador que tenho, que sempre me respeita e nunca larga minha mão. Nas minhas lesões, nos meus momentos difíceis, o Xico foi tudo pra mim. Foi pai, foi médico, foi fisio, foi professor”.

Próximos passos

Rebeca terá alguns dias de descanso após Roterdã, mas as férias não serão longas: a preparação para 2027 começa em breve. O Mundial de Chengdu, na China, é a próxima grande meta coletiva do ciclo olímpico.

Fontes

Ana Paula Aguiar

Equipe Olympic Esporte. Cobre esportes olímpicos e paralímpicos, os demais esportes e o futebol feminino.

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