Rayssa Leal fala da lesão no tornozelo depois do 7º lugar no Mundial: "Errar também faz parte"
Rayssa Leal deixou Assunção, no Paraguai, sem o tricampeonato mundial de skate street e com uma explicação para as quedas da final de domingo (18): o tornozelo. Depois de terminar em sétimo lugar, com 77,11 pontos, a maranhense de 18 anos contou que enfrentou a primeira lesão séria da carreira nesta temporada e que, meses depois, voltou a torcer o pé. Segundo a Folha de S.Paulo, a torção no tornozelo direito, no início de outubro, já a tinha tirado da etapa de Paris da SLS (Street League Skateboarding), e ela foi ao Mundial no sacrifício.
Rayssa Leal explica a lesão: "Foi a primeira vez que eu tive uma lesão séria"
Ao falar com a imprensa depois da final, Rayssa tratou do problema físico. "Foi a primeira vez que eu tive uma lesão séria, e depois de alguns meses eu vim torcendo o meu pé", disse ao site Olimpíada Todo Dia. Segundo ela, a equipe médica segue tratando e fortalecendo a região para que o pé aguente a carga das competições.
A skatista também comentou o desempenho na pista. "Errar também faz parte, não é sempre que a gente vai acertar. A gente está em busca de bons resultados com certeza, e foi um campeonato bom", afirmou. Ela disse que tinha treinado bastante a linha da final e que se sentia confortável com ela, mas que a situação muda quando há outras atletas na pista.
O próximo passo, de acordo com a própria Rayssa, é físico e mental. "O foco agora é melhorar o físico, a cabeça também, para ficar bem dentro da pista. Eu estou em um lugar no skate que estou muito feliz só de estar competindo", declarou.
Como foi a final de Rayssa Leal em Assunção
A final teve três voltas de 45 segundos e três tentativas de manobra única para cada skatista; valia a soma da melhor volta com a melhor manobra. Rayssa abriu com 77,11 na primeira volta, nota que a deixou em terceiro naquele momento. Caiu no início da segunda (31,88) e errou nos segundos finais da terceira (71,14). Mesmo assim, foi para as manobras em quarto, a apenas 1 ponto do pódio, segundo o Olimpíada Todo Dia.
Na fase de manobras, arriscou alto e não completou nenhuma das três tentativas. O ge descreveu um desempenho limitado pelo tornozelo, que a incomodava nos últimos dias. O site maranhense Imirante registrou que, depois de uma das quedas, ela fez flexões no chão da pista, cena que repercutiu nas redes sociais.
O ouro ficou com a japonesa Yumeka Oda, com 170,94 (82,21 na volta e 88,73 na manobra). A australiana Chloe Covell levou a prata, com 167,97, e a japonesa Coco Yoshizawa, o bronze, com 159,26. Rayssa tinha vencido o street dos World Skate Games em 2022 e em 2024.
Maria Lúcia, 5ª na primeira final, mira Los Angeles 2028
A melhor brasileira foi a gaúcha Maria Lúcia, de 16 anos, que disputou a primeira final de Mundial da carreira e terminou em quinto, com 113,17. Ela teve notas baixas nas voltas (a melhor foi 38,50), mas cravou 74,67 logo na primeira manobra e subiu na classificação.
"Estou muito feliz de ter passado pela primeira vez aqui para a final do World Skate no Paraguai", disse ao Olimpíada Todo Dia. Ela destacou a presença dos pais em Assunção, que a ajudaram com alimentação e descanso, e deixou clara a meta para os próximos anos: "Eu ando em busca dessa vaga para o ciclo olímpico, é o meu sonho estar nas Olimpíadas. Agora é batalhar nesses eventos do World Skate".
A conta não é só simbólica. Como lembrou Ivan Monteiro à Folha, terminar entre os oito do Mundial rende pontos na classificação para os Jogos de Los Angeles: "É importante estar entre os oito, garantindo pontos".
Final masculina também teve chuva de erros
No masculino, Giovanni Vianna foi o quarto, com 85,34, e Ivan Monteiro, o sexto, com 74,33. Os dois também erraram as três manobras. A final masculina teve 21 erros em 24 tentativas na fase de manobras, segundo o ge. "Tem muito vento aqui. Acho que isso deu uma atrapalhada ali no momento", disse Vianna à Folha. O japonês Ginwoo Onodera foi campeão, com 182,26.

