Brasil fecha o Mundial de paraciclismo de pista com seis medalhas e bronze do tandem no último dia

Por Geovana Beatriz · Equipe Olympic Esporte

O Brasil encerrou o Mundial de paraciclismo de pista de 2026, em Apeldoorn, nos Países Baixos, com seis medalhas: uma prata e cinco bronzes. No último dia do Mundial de paraciclismo de pista, neste domingo (1º), vieram mais dois bronzes: um na velocidade por equipes mistas da classe B, com Jerusa Geber e Lucas Prado, e outro com Victoria Barbosa, na classe C1. As informações são do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e do Olimpíada Todo Dia.

A competição foi de 29 de outubro a 1º de novembro. A melhor campanha individual do país foi a de Lauro Chaman, prata na eliminação da classe C5.

Bronze no tandem fecha o Mundial de paraciclismo de pista

Na velocidade por equipes mistas da classe B, para atletas com deficiência visual, o Brasil correu com Jerusa Geber e a piloto Carolina Alves do Nascimento e com Lucas Prado e seu piloto. Nas provas da classe B, os atletas usam bicicletas tandem: o piloto, que enxerga, vai no assento da frente, e o atleta com deficiência visual pedala atrás.

O quarteto teve o terceiro melhor tempo da classificatória (51s55) e foi à disputa do bronze contra os Estados Unidos. Na decisão, os brasileiros baixaram a marca para 50s776 e terminaram 1s171 à frente dos norte-americanos. Jerusa e Lucas Prado têm carreira consolidada no atletismo paralímpico e, segundo o CPB, vêm ganhando espaço também no ciclismo.

Victoria Barbosa sobe duas vezes ao pódio

A paranaense Victoria Barbosa, da classe C1, também foi bronze no domingo. Ela completou as 40 voltas uma volta atrás da campeã, a chinesa Wang Wei Qian, que fez 14min33s. Foi o segundo pódio dela em Apeldoorn: na sexta-feira (30), Victoria já tinha conquistado o bronze no scratch.

Prata de Lauro Chaman e os primeiros bronzes

A prata do Brasil veio na sexta-feira (30). O paulista Lauro Chaman, da classe C5, ficou em segundo na prova de eliminação. Ele só perdeu para o francês Mathis Tiphaigne, e o austríaco Franz-Josef Lässer levou o bronze, segundo o CPB e o Olimpíada Todo Dia.

As duas primeiras medalhas saíram na abertura, na quinta-feira (29), no contrarrelógio de 1 km. O paulista Ricardo Alafim de Freitas (C5) foi bronze em 1min06s, atrás do espanhol Alfonso Cabello e do belga Niels Verschaeren. A paranaense Sabrina Custódia (C2) também ficou com o bronze, em 1min21s, atrás da suíça Flurina Rigling e da irlandesa Heather Jameson. Relembre: Ricardo Alafim é bronze no 1 km C5 em Apeldoorn.

Medalhas do Brasil no Mundial de Apeldoorn

  • Prata: Lauro Chaman (C5), eliminação
  • Bronze: Ricardo Alafim de Freitas (C5), contrarrelógio de 1 km
  • Bronze: Sabrina Custódia (C2), contrarrelógio de 1 km
  • Bronze: Victoria Barbosa (C1), scratch
  • Bronze: Victoria Barbosa (C1), prova de domingo (1º)
  • Bronze: Jerusa Geber, Carolina Alves do Nascimento, Lucas Prado e seu piloto, velocidade por equipes mistas B

A seleção brasileira foi a Apeldoorn com 18 atletas e oito pilotos. Leia a prévia: Mundial de paraciclismo de pista 2026: o Brasil em Apeldoorn.

Fontes

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