Por Geovana Beatriz · Equipe Olympic Esporte
Djenyfer Arnold terminou em sétimo lugar neste domingo (1º) na etapa de San Pedro de la Paz, no Chile, da Copa do Mundo de triatlo, e foi o melhor resultado do Brasil na prova de distância olímpica. A colocação aparece no relato oficial da World Triathlon e na cobertura do Surto Olímpico. Na véspera, no mesmo local, o paratriatlo deu ao Brasil cinco pódios, com ouro de Ruiter Silva.
Djenyfer Arnold no top 10 da Copa do Mundo de triatlo
A prova feminina teve 1,5 km de natação em duas voltas na Laguna Chica, 40 km de ciclismo em oito voltas e 10 km de corrida em quatro voltas, com uso de roupa de neoprene liberado pela água a 17,5 °C. O pelotão da frente ficou unido durante todo o ciclismo e 16 atletas chegaram juntas à segunda transição, o que levou a decisão para a corrida.
A espanhola Marta Pintanel fez o único tempo abaixo de 40 minutos nos 10 km e venceu com 2h02min49s, a primeira vitória dela em Copa do Mundo. A compatriota Ana Carballo ficou com a prata, 22 segundos atrás, e a luxemburguesa Eva Daniels completou o pódio, segundo a World Triathlon e o Triatlón Noticias. A italiana Carlotta Missaglia foi a quarta e a húngara Márta Kropkó, que liderou a natação, a quinta.
Djenyfer cruzou a linha logo depois de Velasquez Soto, sexta colocada, e à frente da eslovaca Diana Dunajska, de 20 anos, em uma prova com 46 atletas na largada. Foi a única brasileira no top 10.
Manoel Messias não repete o ouro de 2025
No masculino, a expectativa era de revanche entre Manoel Messias e o espanhol David Cantero, ouro e prata em San Pedro de la Paz no ano passado. O duelo não aconteceu: Cantero não completou a prova, e Messias saiu da natação quase dois minutos atrás dos líderes e terminou em 39º, segundo a World Triathlon e o Surto Olímpico.
O título ficou com o americano Morgan Pearson, duas vezes medalhista olímpico no revezamento misto (prata em Tóquio e em Paris). Ele fez parte de uma fuga de oito atletas no ciclismo, abriu vantagem desde o início da corrida e venceu com 33 segundos de folga sobre o francês Louis Vitiello. O húngaro Márton Kropkó foi o terceiro, três segundos depois, e o chileno Diego Moya terminou em quinto diante da torcida.
Ruiter Silva é ouro no paratriatlo e Brasil soma cinco pódios
No sábado (31), a Laguna Chica recebeu a etapa da Copa do Mundo de paratriatlo, a única do circuito na América do Sul, na distância sprint (750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida). Ruiter Silva venceu a classe PTS5 com 59min44s, o melhor tempo do dia entre todas as categorias, e defendeu o título conquistado no mesmo local em 2025. O queniano Oscar Dennis foi o segundo (1h02min01s) e o americano Jesús Moreno, o terceiro (1h06min49s), conforme a World Triathlon e o Olimpíada Todo Dia.
O Brasil ainda levou duas pratas e dois bronzes:
Lucas Henrique Rodrigues – prata na PTWC masculina (1h14min03s), atrás do austríaco Thomas Fruehwirth;
Amanda Paiva – prata na PTS2 feminina (1h36min29s), atrás da americana Allysa Seely;
Rafael Reis Quirino – bronze na PTS3 masculina (1h14min22s), em prova com dobradinha italiana;
João Pedro Padeti – bronze na PTS2 masculina (1h38min57s).
O que o fim de semana no Chile mostra
No olímpico, o sétimo lugar de Djenyfer Arnold foi o ponto alto brasileiro em uma prova decidida na corrida, em que as rivais do pódio chegaram juntas à transição e definiram tudo nos 10 km. No paralímpico, a etapa chilena repetiu o roteiro de 2025, com Ruiter Silva de novo no alto do pódio da PTS5. Os dois resultados entram na conta do ciclo rumo a Los Angeles 2028.
Para relembrar a temporada passada da modalidade, veja a retrospectiva do triatlo 2025 e o guia dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

