Christian Horner revela que recusou a Mercedes em 2012 e diz estar "em paz" se não voltar à Fórmula 1
Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, conta no livro de memórias Drive que recusou um convite de Niki Lauda para comandar a Mercedes no fim de 2012, pouco antes de o cargo ficar com Toto Wolff. A revelação foi publicada nesta segunda-feira (19) pelo RacingNews365 e pelo Autoracing, no meio da turnê de lançamento do livro, em que o britânico também falou sobre a Ferrari e sobre um possível retorno à Fórmula 1.
Christian Horner e a proposta de Niki Lauda
Segundo o relato do livro, Lauda, então diretor não executivo da Mercedes, foi pessoalmente à casa de Horner perto do Natal de 2012. O tricampeão mundial apresentou "uma série de números deslumbrantes", que Horner só depois entendeu serem o salário oferecido, e resumiu a proposta assim: "A Red Bull nunca vai pagar a você o que a Mercedes pode".
Horner tinha acabado de levar a Red Bull e Sebastian Vettel ao terceiro título seguido de pilotos e construtores. A resposta, de acordo com o RacingNews365 e o Autoracing, foi direta: "Sou leal a Dietrich [Mateschitz] e à equipe. Por mais que eu agradeça, não vou para a Mercedes". Meses antes, ele próprio tinha orientado Lauda a procurar Lewis Hamilton, que queria deixar a McLaren e chegou a conversar com a Red Bull, mas não foi contratado para não dividir a equipe com Vettel. Hamilton acertou com a Mercedes em setembro de 2012.
Sem Horner, a Mercedes contratou Toto Wolff para 2013. A partir de 2014, a equipe alemã começou a sequência de títulos que marcou a era dos motores híbridos, enquanto a Red Bull ainda venceu os dois campeonatos de 2013 com Vettel.
Ferrari: "Eu nunca disse que era o meu sonho"
Na estreia da turnê de Drive, no sábado (17), no Barbican de York, na Inglaterra, Horner tentou encerrar a especulação de que estaria de olho no lugar de Frédéric Vasseur na Ferrari. Em entrevista recente, ele tinha chamado a equipe italiana de "gigante adormecido" e de maior marca da F1, o que reacendeu os rumores na imprensa italiana, segundo a ESPN e a Fox Sports.
"Eu disse que existe uma aura em torno da Ferrari, que é um privilégio para um piloto, um engenheiro, e que é o sonho de muitos pilotos. Eu nunca disse que era o meu sonho", afirmou. "Mas a história saiu como se a Ferrari fosse o emprego dos meus sonhos. Fiquei com pena do Fred, porque de repente ele ficou sob muita pressão."
Christian Horner vai voltar à Fórmula 1?
Demitido pela Red Bull dias depois do GP da Grã-Bretanha de 2025, após 20 anos no cargo, oito títulos de pilotos e seis de construtores, Horner disse que não sabe se voltará. "O que mais me empolga é qual será o próximo capítulo e, sinceramente, não tenho ideia", disse, segundo a ESPN e a Fox Sports. "Se o meu tempo na Fórmula 1 acabou, foi uma baita jornada e eu me saí bem. Se a coisa certa aparecer, eu volto. Mas estou em paz comigo mesmo se isso não acontecer."
Horner também comentou o motor próprio da Red Bull, projeto iniciado em 2021 sob seu comando, que venceu as duas últimas corridas com Max Verstappen. "As pessoas achavam que seria uma piada", disse, à ESPN. A Fórmula 1 volta à pista nesta semana com o GP dos Estados Unidos, em Austin.
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Arte: Olympic Esporte.

