Brasileiro de parataekwondo: Minas Gerais é campeão no CT Paralímpico; Leonardo Cesario e Emily Stefany são os melhores atletas

Minas Gerais é o campeão do Brasileiro de parataekwondo de 2026. A equipe mineira terminou a competição, disputada de 12 a 17 de outubro no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, com 863 pontos, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Foram três medalhas de ouro, duas de prata, uma de bronze e 12 vitórias no total.

O título muda o dono da taça. Em 2025, quando o campeonato também foi realizado no CT, o Paraná ficou com o troféu de campeão geral.

O pódio do Brasileiro de parataekwondo

O campeonato é disputado entre as unidades federativas. Cada estado soma pontos de acordo com os resultados de seus atletas, e quem acumula mais pontos ao fim das disputas fica com o título. A classificação final ficou assim:

  • 1º Minas Gerais: 863 pontos, com três ouros, duas pratas, um bronze e 12 vitórias

  • 2º Rio de Janeiro: 687 pontos, com quatro ouros, uma prata, um bronze e nove vitórias

  • 3º Rio Grande do Norte: 413 pontos, com dois ouros, duas pratas, dois bronzes e seis vitórias

O detalhe chama atenção: o Rio de Janeiro conquistou mais ouros que os mineiros, mas Minas levou a melhor no total de pontos, com 12 vitórias, contra nove do Rio de Janeiro.

Leonardo Cesario e Emily Stefany, os melhores do campeonato

Os prêmios de melhores atletas ficaram com dois nomes do Nordeste. O paraibano Leonardo Fernandes Cesario foi campeão da categoria até 70 kg da classe K44. Entre as mulheres, a potiguar Emily Stefany Martins e Silva venceu a categoria acima de 65 kg, também na K44, e ajudou o Rio Grande do Norte a fechar o pódio por estados.

Segundo o CPB, a K44 reúne atletas com amputação unilateral do cotovelo até a articulação da mão, e é a classe que integra o programa dos Jogos Paralímpicos.

Kyorugi e parapoomsae no mesmo evento

O Brasileiro reuniu as duas vertentes da modalidade. Além das lutas da classe K44, o CT recebeu atletas do parapoomsae, a disputa de formas, que não faz parte do programa paralímpico. Nessa disciplina, as classes são divididas por tipo de deficiência:

  • P10: deficiência visual

  • P20: deficiência intelectual

  • P30: deficiência física ou neurológica

  • P50: usuários de cadeira de rodas

  • P60: deficiência auditiva

  • P70: baixa estatura

A seleção mira o Mundial

O campeonato nacional acontece em um momento forte do parataekwondo brasileiro. No início de outubro, a seleção foi campeã da etapa de Paris do Grand Prix, com seis medalhas: dois ouros, três pratas e um bronze. A mineira Ana Carolina Moura, campeã paralímpica em Paris 2024, voltou a vencer a francesa Djelika Diallo na final da categoria até 65 kg, e a paraibana Silvana Cardoso Fernandes ficou com o ouro até 57 kg.

Foi a terceira etapa de Grand Prix com o Brasil em 2026. Em setembro, o país conquistou quatro medalhas e o título por equipes em Muju, na Coreia do Sul. Em junho, levou três medalhas em Roma.

Os próximos compromissos da seleção são o Mundial, de novo em Muju, de 20 a 22 de novembro, e o Grand Prix Final, em Astana, no Cazaquistão, em 28 de novembro, segundo o CPB. Cada pódio em etapa de Grand Prix vale até 60 pontos no ranking mundial, o que dá peso extra ao calendário de fim de ano.

Fontes

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Ana Paula Aguiar

Equipe Olympic Esporte. Cobre esportes olímpicos e paralímpicos, os demais esportes e o futebol feminino.

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