Halterofilismo paralímpico: Brasil faz a melhor campanha da história do Open das Américas e lidera ranking para LA28

10 de outubro de 2026 · Escrito por Olympic Esporte

O halterofilismo paralímpico do Brasil fez a melhor campanha da história do Open das Américas. Na quinta-feira (8), último dia da competição, na Cidade do México, a seleção terminou no topo do quadro de medalhas com 27 pódios (13 ouros, 6 pratas e 8 bronzes), contando provas individuais e por equipes, e colocou 21 dos 25 atletas entre os dez primeiros do ranking classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

O peso do Open das Américas

A competição, disputada de 4 a 8 de outubro, foi a quarta e última etapa regional aberta do calendário de 2026 do World Para Powerlifting, segundo o Comitê Paralímpico Internacional. Para o Brasil, ela vale pontos para o ranking de LA28: de acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), além do Open, só os próximos Mundiais dentro do ciclo contarão para a classificação. O país lidera o quadro de medalhas desde 2018. Em 2022, tinha feito 21 medalhas, oito delas de ouro.

Três brasileiros no topo do ranking

Mariana D'Andrea, bicampeã paralímpica, levantou 146 kg na categoria até 73 kg e quebrou o próprio recorde das Américas, um quilo acima da marca anterior, segundo o ge. Tayana Medeiros, campeã em Paris 2024, venceu o até 86 kg com 151 kg, também um quilo acima do recorde continental. Ela ainda tentou o recorde mundial, de 159 kg, com 160 kg, mas não completou o levantamento, informou o World Para Powerlifting. Gustavo Amaral de Souza fez 255 kg no acima de 107 kg, três quilos acima da marca anterior. Marco Túlio levantou 178 kg no até 49 kg e melhorou o próprio recorde das Américas. Os três primeiros assumiram a liderança do ranking de suas categorias para LA28, e Marco Túlio e Lara Lima (110 kg, até 45 kg) ficaram em segundo, conforme o CPB.

"Foi a nossa melhor campanha em um Open das Américas disparadamente", avaliou o técnico-chefe Valdecir Lopes, que destacou os quatro recordes e o fato de o Brasil ter ficado com 10 dos 20 ouros individuais em disputa.

Os ouros do Brasil

Individuais: Lara Lima (até 45 kg), Marco Túlio (até 49 kg), Maria Rizonaide (até 50 kg), Laira Guimarães (até 67 kg), Mariana D'Andrea (até 73 kg), Maria de Fátima de Castro (até 79 kg), Ailton de Souza (até 80 kg), Tayana Medeiros (até 86 kg), Edilândia Araújo (acima de 86 kg) e Gustavo Amaral (acima de 107 kg).

Por equipes, o Brasil ganhou três ouros. Na final masculina, Marco Túlio, Gustavo Amaral e João Maria França bateram a Colômbia por 379,09 a 232,48. No feminino, Mariana, Tayana e Lara venceram a Venezuela por 295,74 a 187,92. Na prova mista, Marco Túlio, Gustavo e Tayana levantaram 160 kg, 205 kg e 135 kg e superaram a Colômbia. Os times masculino e feminino ainda levaram dois bronzes por equipes.

Outros esportes paralímpicos brasileiros também estão em ação: veja a Copa do Brasil de escalada paralímpica e o tiro com arco paralímpico no Chile.

Fontes: Comitê Paralímpico Brasileiro, ge e Comitê Paralímpico Internacional (World Para Powerlifting).

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