Brasil no vôlei masculino está nas Olimpíadas de Los Angeles 2028

A seleção brasileira masculina de vôlei está nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Neste domingo, 20 de setembro, o time de Bernardinho venceu a Argentina por 3 sets a 0 no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano e carimbou a vaga antecipada para LA-28.

As parciais foram 25/20, 25/23 e 25/20. O ginásio recebeu 11.968 pessoas. O oposto Darlan foi o cestinha da final, com 23 pontos. O capitão Lucarelli levou o troféu de MVP do torneio.

Campanha perfeita

O Brasil fechou o Sul-Americano com cinco vitórias em cinco jogos e nenhum set perdido: 15 a 0 no saldo. A Argentina chegou invicta à última rodada. Quem vencesse o clássico levava o título continental e a única cota olímpica da América do Sul. O Brasil não abriu espaço.

O resultado também vale o 34º título sul-americano da seleção masculina. Desde que o vôlei entrou no programa olímpico, em Tóquio-1964, o masculino do Brasil não ficou de fora de nenhuma edição.

A campanha recupera o ânimo depois de a equipe não ter avançado à fase final da Liga das Nações (VNL) em 2026.

Quem brilhou

Além de Darlan na final, o Brasil dominou a seleção do campeonato. Lucarelli foi eleito o melhor jogador do Pré-Olímpico. Também entraram na equipe ideal o levantador Cachopa, o ponteiro Adriano e o central Flávio.

A convocação de Bernardinho para o torneio teve Cachopa e Brasília (levantadores); Darlan e Bryan (opostos); Lucarelli, Adriano, Honorato, Arthur Bento e Lukas Bergmann (ponteiros); Flávio, Judson e Pinta (centrais); Maique e Pureza (líberos).

As duas seleções de quadra já estão em LA-28

Há uma semana, no mesmo Maracanãzinho, a seleção feminina também bateu a Argentina e garantiu a vaga olímpica. Com isso, o vôlei de quadra do Brasil vai completo a Los Angeles.

O país ainda soma cotas no vôlei de praia (um naipe masculino e um feminino), no conjunto da ginástica rítmica e no futebol feminino. A delegação brasileira já passa de 50 atletas classificados — atrás apenas dos Estados Unidos, país-sede.

Como funciona a vaga

Os Jogos de 2028 terão 12 seleções no vôlei masculino. Uma vaga é do anfitrião (EUA). Cinco vêm dos campeões continentais. O Brasil pegou a da América do Sul.

Já estão no masculino, além do Brasil: Estados Unidos, Japão (Ásia) e Cuba (NORCECA). África e Europa ainda definem os seus. As seis vagas que restam saem do Mundial de 2027, na Polônia (três), e do ranking da FIVB (três).

Quem não passou agora no continente ainda teria Mundial e ranking. O Brasil não precisará dessa fila.

O que muda agora

Com a classificação antecipada, a seleção masculina pode planejar o ciclo até 2028 sem a pressão da repechagem. O próximo grande compromisso de nível mundial no calendário é o próprio Mundial de 2027 — agora como time já classificado para os Jogos, não como candidato à cota.

Los Angeles também é endereço histórico: foi lá que o vôlei brasileiro conquistou a primeira medalha olímpica da modalidade.

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