Por Geovana Beatriz · Equipe Olympic Esporte
Yeltsin Jacques saiu de Tashkent com duas medalhas de ouro e a liderança do ranking mundial. Ao lado do atleta-guia Maurinaldo dos Santos, o sul-mato-grossense venceu os 5.000m na segunda-feira (2) e os 1.500m na terça-feira (3), na classe T11 (atletas cegos), no Uzbekistan Para Athletics Open Championships 2026.
Tempo melhor que o do título mundial
Nos 1.500m, Yeltsin marcou 4min00s11, tempo que o colocou na liderança do ranking mundial da prova em 2026. A marca é melhor que os 4min02s02 com que ele foi campeão mundial em Nova Déli, em 2025. O paulista Júlio César Agripino ficou com a prata (4min02s85), e o uzbeque Jumanazarov Hudaybergan, com o bronze.
Nos 5.000m, a dobradinha brasileira foi a mesma: Yeltsin venceu em 15min31s90, e Agripino foi prata com 15min37s06.
Campeão paralímpico em Tóquio e em Paris, Yeltsin usa o torneio como preparação para o Mundial de Atletismo Paralímpico de 2027, que será disputado no mesmo Estádio da Cidade Olímpica de Tashkent, de 19 a 27 de junho.
Beth Gomes supera a melhor marca da temporada
Outro destaque foi Beth Gomes. A santista venceu o arremesso de peso F53 com 7,56m, bem acima da sua melhor marca do ano até então (5,22m, no GP de Marrocos, em abril). Bicampeã paralímpica, Beth lidera o ranking mundial do arremesso de peso e do lançamento de disco da classe F53.
Brasil chega a 30 pódios
Na terça-feira, a seleção brasileira somou 11 medalhas (seis ouros, quatro pratas e um bronze) e chegou a 30 pódios na competição: 19 ouros, dez pratas e um bronze. O torneio termina nesta quarta-feira (4).
No primeiro dia, a amapaense Wanna Brito já tinha chamado atenção com 29,41m no lançamento de club F32. A marca, porém, não vale como recorde das Américas, porque a competição não cumpre todos os requisitos da World Para Athletics para homologação, como os testes antidoping.
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