Justiça suspende liminar e Vasco volta a ficar sem o Maracanã para enfrentar o Boca Juniors
10 de outubro de 2026 · Escrito por Olympic Esporte
Maracanã · Foto: Daniel Basil / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 BR)
O Vasco voltou a ficar sem o Maracanã para o jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcado para terça-feira, 20 de outubro. Neste sábado (10), a desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), suspendeu a liminar que obrigava a concessionária Fla-Flu Serviços a ceder o estádio ao clube.
A decisão veio menos de 24 horas depois de o Vasco ter conseguido a liberação. Com ela, o clube já havia aberto a venda de ingressos e comercializado mais de 45 mil bilhetes até a tarde deste sábado, segundo o ge e o Terra.
O vaivém na Justiça
A disputa começou com um pedido de urgência do Vasco, negado em 6 de outubro pelo relator do caso, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita. Na noite de sexta-feira (9), o desembargador Marco Antônio Ibrahim, presidente da 23ª Câmara de Direito Privado, aceitou um recurso do clube e determinou a liberação do estádio. Segundo O Globo, ele considerou que a segurança dos torcedores deveria prevalecer sobre as preocupações com o gramado e que o Vasco deveria ter condições iguais às oferecidas a Flamengo e Fluminense.
Na madrugada deste sábado, a concessionária entrou com um mandado de segurança. Suely Lopes Magalhães entendeu que Ibrahim não tinha competência para rever sozinho a decisão do relator, que está de férias. Para ela, só o próprio relator ou o colegiado da 23ª Câmara poderiam fazê-lo.
"Há, portanto, duas – e somente duas – vias para que a decisão do Relator seja revista: a retratação, pelo próprio prolator; ou o julgamento, pelo colegiado. A decisão impugnada não percorreu nenhuma delas", escreveu a magistrada, em trecho reproduzido pelo ge.
Segurança e o Nilton Santos
A desembargadora também citou risco de segurança, porque na mesma noite o Maracanãzinho recebe Flamengo x Botafogo pelo NBB. "Dessa maneira, há evidente risco de segurança pública em permitir a confluência de três torcidas rivais na mesma praça esportiva", diz a decisão, segundo O Globo. O jornal informa ainda que ela mencionou o parecer do Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (Bepe), que considerou o Estádio Nilton Santos apto a receber a partida.
E agora?
A liminar não encerra o caso. Segundo O Globo, ela não decide se o Vasco tem direito ao Maracanã nem se a recusa da concessionária foi legítima; o mérito segue em discussão. O mandado de segurança vai para o desembargador relator sorteado, Joaquim Domingos de Almeida Neto, e a decisão vale até o julgamento pelo Órgão Especial ou nova deliberação.
Em nota, a Fla-Flu Serviços afirmou que a decisão de sexta contrariava as "provas constantes dos autos" e que continuará tomando as "medidas necessárias à defesa do adequado planejamento, da operação e da preservação do Complexo Maracanã". Até a publicação deste texto, as fontes consultadas não traziam posicionamento oficial do Vasco sobre a nova decisão nem definição do local da partida. Segundo o ge, a Conmebol já havia sido avisada e acertado a logística com o Boca para o Maracanã.
Antes da semifinal, o Vasco recebe o Remo neste sábado, às 18h, pelo Brasileirão.
Fontes: ge, O Globo, Terra/Jogada10.

