Supercopa de vôlei feminino: Osasco bate o Praia e é bicampeão
O Osasco é bicampeão da Supercopa de vôlei feminino. Na noite de sexta-feira (16), no ginásio Castelinho, em São Luís (MA), o Osasco São Cristóvão Saúde venceu o Dentil Praia Clube por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/21 e 25/21, e levou o primeiro título da temporada 2026/27. A oposta Tifanny foi titular depois de conseguir, horas antes, uma liminar na Justiça para disputar competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Como foi a final da Supercopa de vôlei feminino
A Supercopa reúne o campeão da Superliga, o Praia Clube, e o vencedor da Copa Brasil, o Osasco, e abre o calendário nacional. Apesar da expectativa de equilíbrio entre dois dos elencos mais fortes do país, o time paulista controlou o jogo do começo ao fim e não perdeu nenhum set.
Em 1h44 de jogo, quatro jogadoras do Osasco passaram dos dez pontos, segundo a súmula divulgada pelo clube:
Magdalena Stysiak: 16 pontos, maior pontuadora da equipe
Tifanny: 15 pontos, eleita a melhor em quadra (troféu VivaVôlei)
Lays: 11 pontos
Amanda: 10 pontos, incluindo o ace que fechou o jogo em 25/21
Pelo Praia Clube, a destaque foi Sabrina, com 17 pontos, a maior pontuadora da partida.
"A noite de hoje, para mim, foi um milagre. Quero terminar a minha carreira jogando, fazendo uma grande Superliga e fazer o máximo pelo Osasco", disse Tifanny após a final. O técnico Luizomar de Moura destacou a resistência do grupo: "Tivemos uma semana pesada e o time correspondeu física e mentalmente. Seguimos na construção desse time e agora é a Superliga."
Osasco bicampeão: os números da Supercopa
Foi o segundo título do Osasco na história da competição, disputada desde 2015. O primeiro veio justamente na edição passada, também com vitória por 3 a 0, sobre o Sesi Vôlei Bauru (25/17, 25/19 e 28/26), no ginásio Guanandizão, em Campo Grande (MS). Com o bi, o time paulista igualou o Minas, com duas taças. O Praia Clube segue como o maior vencedor da Supercopa, com quatro conquistas (2018 a 2021), seguido pelo Sesc-Flamengo, com três.
O troféu veio três dias depois de outro: na terça-feira (13), o Osasco conquistou o Campeonato Paulista ao vencer o Sesi Bauru no golden set, em Bauru.
Tifanny jogou com liminar: entenda o caso
Em agosto, a CBV anunciou que passaria a limitar suas competições femininas a atletas do sexo biológico feminino, com uma triagem genética do gene SRY. Segundo a entidade, a regra vale para torneios nacionais como a Superliga e a Supercopa. O Osasco conseguiu inscrever todo o elenco, mas a situação de Tifanny ficou pendente.
A defesa da atleta e do clube entrou com um mandado de garantia no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que negou o pedido. O caso foi então levado à Justiça comum. A decisão que permitiu a inscrição foi do juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível. Ela é provisória e vale apenas para Tifanny. "A presente decisão, de todo modo, não se pronuncia sobre a validade da Política, cujo exame fica reservado ao foro que se reputar competente", diz o despacho, citado pelo UOL.
No início do mês, Tifanny tinha dito que tentava reverter o veto e que se sentia "humilhada" com a situação. Desde a medida da CBV, ela vinha jogando o Campeonato Paulista, mas estava fora das competições nacionais e internacionais.
Superliga Feminina começa neste sábado
Depois da Supercopa, a temporada segue com a Superliga Feminina 2026/27, que começa neste sábado (17), às 18h30 (horário de Brasília), com Gerdau Minas x Brusque. Segundo o Osasco, a liminar, concedida pela Justiça do Rio de Janeiro, também garante Tifanny nos jogos da Superliga. Como a decisão é provisória, a presença dela no restante da temporada nacional depende da manutenção da liminar.

