Maratona de Chicago: Vanessa Cristina representa o Brasil entre as cadeirantes; Kiplimo e Kosgei lideram a elite

10 de outubro de 2026 · Escrito por Olympic Esporte

Maratona de Chicago de 2019 · Foto: Kenneth C. Zirkel / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A Maratona de Chicago chega à 48ª edição neste domingo (11) com um recorde de inscritos, mais de 55 mil, e com uma brasileira na linha de largada: Vanessa Cristina, da classe T54, entre as cadeirantes profissionais. Não há brasileiros no pelotão de elite a pé. A prova começa e termina no Grant Park e é uma das seis majors do circuito Abbott.

Horários e onde assistir

Os Estados Unidos ainda estão no horário de verão, então Chicago está duas horas atrás de Brasília. As largadas, segundo a organização e o Atleta Pro:

  • 9h20 (de Brasília): cadeirantes, masculino profissional

  • 9h21: cadeirantes, feminino profissional (largada de Vanessa Cristina)

  • 9h23: handbikes

  • 9h30: elite masculina e feminina

  • 9h35: primeira onda de corredores

No Brasil, a transmissão é esperada na ESPN e no Disney+. O Webrun prevê o início às 9h20, mas o Webrun e o Atleta Pro informam que a grade da emissora ainda não tinha sido divulgada, então vale conferir a programação no domingo.

Vanessa Cristina, a aposta do Brasil

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, Vanessa compete na classe T54, em pista e maratona. O CPB lista entre suas conquistas ouros nas maratonas de Sevilha e de Los Angeles, em 2020, e na de Cape Town, em 2022. O Atleta Pro acrescenta que ela disputou as Paralimpíadas de Tóquio e de Paris, terminou em quarto em Chicago em 2021 e tem o recorde brasileiro da maratona em cadeira de rodas, 1h40min27s, marca de Sevilha 2020.

Elite masculina: Kiplimo defende o título

O ugandense Jacob Kiplimo venceu em 2025, com 2h02min23s. Em abril, em Londres, correu em 2h00min28s, a terceira melhor marca da história da maratona, sete segundos abaixo do recorde do percurso de Chicago, os 2h00min35s de Kelvin Kiptum, em 2023. O principal rival é o queniano Amos Kipruto, vice em 2025, com 2h01min39s. Entre os nomes fortes estão ainda os etíopes Milkesa Mengesha, campeão de Berlim em 2024, e Tadese Takele, bicampeão em Tóquio.

A lista perdeu dois nomes: o belga Bashir Abdi, recordista europeu, saiu com uma pequena ruptura na panturrilha, e o queniano Alex Masai, terceiro em 2025, também deixou a prova. O americano Charles Hicks, com 2h04min35s em Boston, pode ameaçar o recorde americano, os 2h04min43s de Conner Mantz, feitos em Chicago no ano passado, segundo o Atleta Pro.

Elite feminina: Feysa, Kosgei e Lokedi

A etíope Hawi Feysa defende o título conquistado em 2025. Ela terá pela frente a queniana Brigid Kosgei, que volta a Chicago pela primeira vez desde 2019, quando cravou 2h14min04s, então recorde mundial. Em março, Kosgei venceu a Maratona de Tóquio com 2h14min29s, recorde do percurso. A terceira peça é a queniana Sharon Lokedi, bicampeã de Boston, que fará sua primeira maratona plana entre as majors. Segundo o Atleta Pro, nenhuma inscrita tem marca abaixo de 2h14min.

Cadeirantes e o peso da pista

Na categoria masculina de cadeira de rodas, o suíço Marcel Hug busca ampliar a sequência de títulos em Chicago: ele é seis vezes campeão, inclusive nas quatro últimas edições, segundo a organização. No feminino, a americana Tatyana McFadden, nove vezes campeã, está na lista.

O percurso é plano, passa por 29 bairros e já viu sete recordes mundiais. O Olympic Esporte acompanha os brasileiros no atletismo paralímpico.

Fontes: Atleta Pro – prévia, Atleta Pro – onde assistir, Webrun, Bank of America Chicago Marathon – anúncio dos elencos, Watch Athletics – prévia, Marathon Handbook – Abdi fora, CPB – perfil de Vanessa Cristina.

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