Flávia Saraiva é bronze na trave no Mundial de ginástica de Roterdã e conquista a primeira medalha no aparelho

Flávia Saraiva é bronze na trave no Mundial de ginástica artística. A brasileira de 27 anos tirou 14,300 na final deste domingo (25), em Roterdã, na Holanda, e ficou atrás apenas da argelina Kaylia Nemour e da chinesa Zhang Qingying, que empataram com 14,566. O ouro foi para Nemour no critério de desempate, a nota de execução (8,266 contra 8,066), segundo o ge e o UOL. É a segunda medalha do Brasil no Mundial, um dia depois do tricampeonato de Rebeca Andrade no salto.

A nota de Flávia somou 6,100 de dificuldade e 8,200 de execução, informou o UOL. O ge relata que o técnico Francisco Porath ainda pediu revisão para tentar aumentar a dificuldade em dois décimos, mas a arbitragem manteve o 6,1.

Como foi a final da trave com Flávia Saraiva

Nemour abriu a final e colocou a referência no alto com 14,566. Campeã do individual geral em Roterdã, a americana Skye Blakely teve desequilíbrios e ficou com 13,633. Flávia foi a sétima a se apresentar e acertou todas as ligações, inclusive a sequência acrobática que a tinha derrubado na final do individual geral, com apenas um desequilíbrio no mortal lateral, descreveu o ge. Ela chegou a assumir a segunda posição, até Zhang Qingying, campeã mundial em 2025 e líder da classificatória, fechar a disputa com a maior dificuldade da final (6,5) e os mesmos 14,566 de Nemour.

Nemour e Zhang inverteram as posições do Mundial do ano passado, quando a chinesa ficou com o ouro, lembraram o ge e O Globo.

Resultado da final da trave no Mundial de ginástica 2026

  • 1º Kaylia Nemour (Argélia) – 14,566

  • 2º Zhang Qingying (China) – 14,566

  • 3º Flávia Saraiva (Brasil) – 14,300

  • 4º Elena Colas (França) – 14,100

  • 5º Manila Esposito (Itália) – 14,066

  • 6º Skye Blakely (Estados Unidos) – 13,633

  • 7º Qiu Qiyuan (China) – 13,633

  • 8º Mana Okamura (Japão) – 12,666

Notas conferidas no ge e no UOL.

A primeira medalha de Flávia Saraiva na trave

A trave é o aparelho de Flávia desde a base. Ela foi duas vezes finalista olímpica da prova, e o melhor resultado em Mundiais até aqui tinha sido o quarto lugar de 2025, segundo o ge e O Globo. Em Roterdã, chegou à final com a terceira melhor nota da classificatória, 14,400, como mostra o site oficial do Mundial. Contamos aquela fase em Brasil vai à final e leva 5 vagas.

É a terceira medalha dela em Mundiais: em 2023, foi prata por equipes e bronze no solo, segundo o ge. A conquista também iguala o melhor resultado do Brasil na trave em Mundiais, o bronze de Rebeca Andrade na Antuérpia, em 2023, de acordo com o ge e O Globo.

"Finalmente consegui depois de dez anos tentando. Dá um alívio, mas agora quero mais", disse Flávia ao ge, lembrando a primeira final olímpica, na Rio 2016, aos 16 anos.

O balanço do Brasil no Mundial de Roterdã

O Brasil encerra o Mundial com duas medalhas: o ouro de Rebeca no salto e o bronze de Flávia na trave. Antes da final por aparelho, Flávia tinha terminado o individual geral em 12º lugar, com 52,799, segundo o site oficial (veja a escalação do Brasil no individual geral). A programação completa do campeonato está no nosso guia do Mundial de Roterdã.

Ana Paula Aguiar

Equipe Olympic Esporte. Cobre esportes olímpicos e paralímpicos, os demais esportes e o futebol feminino.

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