Corinthians e Caixa: clube suspende pagamento da dívida da Arena e se livra da retenção da bilheteria
Corinthians e Caixa acertaram a suspensão dos pagamentos da dívida da Neo Química Arena enquanto negociam uma solução definitiva para o estádio. Segundo o ge, a pausa vale por um ano, e nesse período o banco também deixa de reter dinheiro da bilheteria e parte das premiações do clube. O Blog do Nicola, do R7, também informou a carência no bloqueio das receitas de bilheteria. O alívio vem um dia depois de clube e banco assinarem um termo de confidencialidade e divulgarem a primeira nota conjunta sobre a negociação.
O que muda para o Corinthians com a suspensão
O contrato de renegociação assinado em 2022, na gestão de Duílio Monteiro Alves, prevê que a Caixa retenha 55% da bilheteria da Arena e 50% das premiações como garantia, segundo o ge e o Times Brasil. Com a suspensão, esse dinheiro volta ao caixa corintiano. Pelas contas do Blog do Nicola, o banco ficava com cerca de R$ 2 milhões por jogo, o que representa uns R$ 8 milhões até o fim do ano, com quatro partidas em casa.
O clube já tinha deixado de pagar a parcela trimestral de outubro com o aval do banco, como informaram o ge e o UOL, e recebeu de volta parte do dinheiro depositado numa conta reserva do financiamento. A medida é importante para uma diretoria que, segundo o ge, atrasa salários e outros pagamentos desde maio.
A suspensão, porém, não é perdão: a dívida, estimada entre R$ 630 milhões e R$ 640 milhões, continua existindo, e o ge ressalta que o avanço ainda não significa a quitação do estádio.
O que diz a nota conjunta de Corinthians e Caixa
Na sexta-feira (16), em reunião em Brasília com o ministro Guilherme Boulos, o presidente Osmar Stabile e integrantes da Gaviões da Fiel, clube e banco assinaram um termo de confidencialidade. A nota, reproduzida pelo Valor Econômico e pelo Poder360, diz que as partes "avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação" e que "as tratativas permanecem em curso". Segundo o UOL, o termo permite trocar dados e propostas sob sigilo, sem mudar o valor da dívida.
A proposta: naming rights da Arena pela dívida
O Corinthians quer que a Caixa assuma o nome do estádio de Itaquera em troca da quitação do financiamento. O nome pertence hoje à Hypera Pharma, dona da marca Neo Química, por um contrato de 2020, de 20 anos e R$ 300 milhões, com multa em caso de rompimento antecipado, de acordo com o Valor e o Poder360.
O ge informa que a diretoria avalia os naming rights em cerca de R$ 70 milhões por temporada e que o pacote inclui outros produtos, como títulos de capitalização, a transferência das contas do clube para o banco e cartões do Fiel Torcedor. O Blog do Nicola diz que a ideia é ceder o nome por dez anos. Nada disso foi confirmado oficialmente.
Quando sai o acordo entre Corinthians e Caixa?
Não há data. O UOL apurou que a proximidade do segundo turno da eleição presidencial exige cautela, já que a Caixa é um banco público e precisa respeitar limites legais para mudar o contrato.
Em campo, o Corinthians é o 16º colocado, com 32 pontos e oito derrotas seguidas, e recebe o Vitória na segunda-feira (19), às 20h, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada, segundo a tabela da CBF e o Estadão. O novo técnico, Clarence Seedorf, não foi inscrito a tempo no BID da CBF e fica fora da partida; o auxiliar Léo Porto comanda o time, como informaram o Estadão e o ge.
Foto: Neo Química Arena, em São Paulo. Jorge Morales Piderit, CC0, via Wikimedia Commons.

