NFL Rio Game: Ravens vencem Cowboys por 34 a 31 no último segundo e lotam o Maracanã
Por Olympic Esporte — 28/09/2026
Sete segundos. Foi o que o Baltimore Ravens precisou para transformar o primeiro jogo da NFL no Rio num clássico. No Maracanã, no domingo (27), Lamar Jackson achou Zay Flowers, pediu tempo com 1 segundo no relógio e Tyler Loop acertou um field goal de 56 jardas no estouro. Placar final: Ravens 34 x 31 Dallas Cowboys.
O chute — a drive vencedora mais rápida da história da liga, segundo a ESPN — fechou a estreia carioca com 72.792 pessoas na arquibancada. É o maior público da NFL no Brasil e o maior evento esportivo do país em 2026, 311 torcedores acima de Flamengo 2 a 1 Cruzeiro, pela Libertadores.
Os Cowboys eram os mandantes. Pela primeira vez no Brasil, o visitante venceu.
O final que o Maracanã não esquece
O jogo ia para a prorrogação. Brandon Aubrey empatou em 31 a 31 com um field goal de 23 jardas e 7 segundos no cronômetro. O kickoff deixou Baltimore na própria 35. Parecia overtime.
Jackson lançou 27 jardas no meio do campo para Flowers. O receiver ajoelhou. O quarterback gritou o pedido de tempo no instante em que o joelho tocou a grama. A arbitragem confirmou: 1 segundo. Loop, que no fim da temporada passada errou o chute que tirou os Ravens do playoff em Pittsburgh, cruzou os 56 jardas. A bola passou. O Maracanã explodiu.
Loop saiu correndo da muralha, ninguém alcançou, e fechou a noite com o “Siu” de Cristiano Ronaldo. A arquibancada acompanhou o grito.
Como o placar foi e voltou
QRavensCowboysParcial1º7107–102º10317–133º7824–214º101034–31
Derrick Henry correu para 89 jardas e dois touchdowns. Baltimore abriu 24 a 13 no terceiro quarto, com passe de Jackson para Chris Moore. Dallas respondeu com 15 pontos seguidos: Jake Ferguson recebeu de Dak Prescott para 19 jardas e KaVontae Turpin virou em 28 a 24 numa corrida.
Faltando 1min30, Jackson achou o tight end novato Matt Hibner. 31 a 28. Os Cowboys chegaram à red zone, não furaram o touchdown e ficaram no chute de Aubrey. Aí vieram os 7 segundos.
Ravens: 2–1. Cowboys: 1–2.
O Rio também jogou
Kickoff às 17h25. Faixa e mosaico com o lema “O Rio também joga”, Cristo, Pão de Açúcar e as caricaturas de Jackson e Prescott. Péricles cantou o hino brasileiro. No intervalo, Ricky Martin e Pedro Sampaio. Nas pausas, “Evidências”, samba da Mangueira e ola. Tinha camisa de Ravens e Cowboys misturada com Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo.
Os Ravens treinam no CT do Botafogo (Espaço Lonier) na semana. Os Cowboys usaram o Ninho do Urubu, do Flamengo. O gramado do Maracanã — a maior dúvida da véspera — aguentou. A bola oval voou no templo da bola redonda e o estádio respondeu como se soubesse o ritual: “defense”, ola, silêncio no chute.
O recorde que muda a conta da NFL no Brasil
JogoAnoEstádioPúblicoRavens x Cowboys2026Maracanã72.792Chargers x Chiefs2025Neo Química Arena47.627Eagles x Packers2024Neo Química Arena47.236
São Paulo cabia 48 mil. O Maracanã levou 94% da capacidade. A liga tem contrato de cinco anos com o Rio e o compromisso de ao menos três jogos nesse período. O Brasil deixa de ser “jogo em São Paulo” e vira circuito. Terceiro mercado internacional da NFL, agora com duas capitais.
Jackson, duas vezes MVP, saiu do campo elogiando o público: “Eles nos acolheram. É como se fosse um lar. Os brasileiros são gente de verdade. Amei cada momento.”
O que fica
No campo, uma virada de 11 pontos dos Cowboys não bastou porque Jackson ainda tinha um passe e Loop ainda tinha uma perna. Fora dele, o Rio Game entregou o que a liga vende no exterior: show, recorde e um final que o Fantástico compactou depois da novela.
Baltimore volta aos EUA para receber o Tennessee Titans (0–3). Dallas tenta consertar o 1–2 em casa. O Maracanã já tem data no calendário da NFL para os próximos anos.
Sete segundos no Relógio. 56 jardas no ar. 72.792 de pé. O primeiro jogo da NFL no Rio não precisou de prorrogação. Precisou só do último segundo.

