São Paulo é campeão do Brasileirão Feminino 2026
Por Olympic Esporte — 06/10/2026
O São Paulo é campeão brasileiro feminino. No sábado (3), no Morumbis, as Soberanas empataram em 1 a 1 com o Corinthians e fecharam a final em 3 a 2 no agregado. Bia Menezes abriu, Juliete empatou, e a goleira Carlinha defendeu o pênalti de Gabi Zanotti no segundo tempo. Diante de 49.405 pessoas — maior público da história do futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul — o Tricolor levantou a taça inédita da era moderna e encerrou seis títulos seguidos das Brabas.
A ida, no dia 26, tinha sido 2 a 1 para o São Paulo na Neo Química Arena, primeira derrota do Corinthians feminino no estádio. No Morumbis, um empate bastava. O time de Thiago Viana não se fechou: fez o gol aos 10 minutos e segurou a pressão até os nove de acréscimo.
Como foi o jogo
Aos 10 do primeiro tempo, Érika afastou mal um cruzamento. Aline Milene achou Bia Menezes na esquerda. A lateral invadiu a área e chutou cruzado. Nicole não segurou. 1 a 0, e 3 a 1 no agregado.
O empate saiu aos 18. Carlinha errou a saída e deixou a bola nos pés de Juliete, que bateu de primeira. 1 a 1. No papel da série, o São Paulo ainda ganhava por 3 a 2.
No segundo tempo o Corinthians precisava de dois gols. Aos 20, falta pela direita, Robinha puxa Érika na área, o VAR chama. Pênalti. Um gol igualava o agregado e mandava a taça para os pênaltis. Gabi Zanotti cobrou. Carlinha defendeu. O Morumbis estourou.
O Timão pressionou até o fim. Não furou de novo. O apito da árbitra Daiane Muniz confirmou o título.
O que a taça encerra
O Corinthians era o único campeão desde 2020. Sete títulos no total da era CBF (2018 e o hexa 2020–2025), dez finais seguidas, invicto em decisão desde 2019. Em 2024, no mesmo clássico, fez 5 a 1 no agregado e lotou a Neo Química Arena com 44.529 pessoas. Dois anos depois, devolveu a taça no estádio do rival.
A CBF só contabiliza o Brasileiro a partir de 2013. Por essa conta, é o primeiro título são-paulino. O clube também reivindica a Taça Brasil de 1997. De um jeito ou de outro, é a primeira taça das Soberanas no formato atual — e a que interrompe a hegemonia.
Pelo décimo campeonato seguido, um time paulista levanta a taça.
Campanha
O São Paulo fechou a primeira fase na liderança, com 41 pontos (13 vitórias, 2 empates, 2 derrotas). Passou pelo Grêmio nas quartas, pelo Flamengo na semifinal (4 a 1 no agregado) e chegou invicto ao mata-mata. No fim da competição: 17 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 40 gols pró e 14 contra.
O campeão leva R$ 2 milhões, a maior premiação da história do torneio. O vice fica com R$ 1 milhão. A renda do Morumbis foi de R$ 821.925. As duas já estavam na Libertadores Feminina de 2027 por terem chegado à final. Agora o São Paulo entra como campeão brasileiro.
Ficha técnica
São Paulo 1 x 1 Corinthians
Brasileirão Feminino 2026 — final, jogo de volta
3 de outubro de 2026, 16h30
Morumbis, São Paulo (SP)
Público: 49.405
Renda: R$ 821.925
Agregado: São Paulo 3 x 2 Corinthians
Gols: Bia Menezes, 10'/1ºT (SP); Juliete, 18'/1ºT (COR).
Pênalti defendido: Carlinha, em cobrança de Gabi Zanotti.
Árbitra: Daiane Muniz (SP).
VAR: Adeli Mara Monteiro (SP).
Técnico: Thiago Viana.
Técnica: Emily Lima.
São Paulo: Carlinha; Serrana, Bruna Calderan, Tayla e Carol Gil; Bia Menezes, Robinha e Karla Alves; Aline Milene, Isa Guimarães e Giovanna Crivelari.
Corinthians: Nicole; Thais Regina, Thais Ferreira e Érika; Gi Fernandes, Duda Sampaio, Vic Albuquerque, Belén Aquino e Juliete; Jhonson e Gabi Zanotti.
O que fica
Carlinha errou o gol do empate e salvou a taça no pênalti. Bia Menezes fez o gol que o Morumbis vai repetir. O Corinthians sai de uma década em que a final era protocolo. O São Paulo entra numa em que o feminino cabe em estádio grande — 49 mil pessoas, renda de clube de Série A, transmissão na Globo.
A hegemonia não acabou no discurso. Acabou no placar.

