Corinthians x São Paulo: Brabas e Soberanas abrem a final do Brasileirão Feminino hoje na Arena
Por Olympic Esporte — 26/09/2026
O Campeonato Brasileiro Feminino 2026 entra na decisão neste sábado. Às 16h30, na Neo Química Arena, Corinthians e São Paulo fazem o jogo de ida da final. A volta é no sábado que vem, 3 de outubro, no mesmo horário, no Morumbis.
É o Majestoso no ponto mais alto do calendário nacional. De um lado, as Brabas buscam o oitavo título da história e o sétimo seguido. Do outro, as Soberanas tentam a primeira taça da era moderna da competição — o São Paulo só foi campeão brasileiro em 1997, na edição inaugural da CBF, e ficou com o vice em 2024, justamente contra o Timão.
O campeão leva R$ 2 milhões. O vice, R$ 1 milhão. As duas já estão na Libertadores Feminina de 2027 por terem chegado à final.
Ficha do jogo de hoje
Competição: Brasileirão Feminino A1 2026 — final, jogo 1
Data: sábado, 26 de setembro de 2026
Horário: 16h30 (de Brasília)
Local: Neo Química Arena, Itaquera (SP)
Árbitra: Francielly Fernanda Lima de Castro (MG)
Mando: Corinthians
Onde assistir: TV Globo, TV Brasil, SporTV, ge TV, N Sports e UOL (YouTube)
Jogo de volta: 3 de outubro, 16h30, Morumbis. Vale o placar agregado. Se empatar nos 180 minutos, decisão nos pênaltis. Não há gol qualificado fora de casa.
Como cada uma chegou aqui
São Paulo — 1º da primeira fase (41 pontos)
13 vitórias, 2 empates, 2 derrotas na fase de grupos.
Quartas: Grêmio (0 a 0 e 2 a 0).
Semifinal: Flamengo (3 a 1 e 1 a 0) — 4 a 1 no agregado. Késia definiu a volta aos 43 do segundo tempo, no Brinco de Ouro.
Técnico: Thiago Viana.
No mata-mata, o Tricolor não perdeu.
Corinthians — 2º da primeira fase (38 pontos)
12 vitórias, 2 empates, 3 derrotas na fase de grupos.
Quartas: Cruzeiro (1 a 0 e 3 a 1).
Semifinal: Bahia (1 a 0 e 1 a 0) — 2 a 0 no agregado. Jhonson marcou os dois gols da série. A volta, na Arena, teve 9.755 pagantes, maior público do feminino em 2026 até aqui.
Técnica: Emily Lima.
Dez finais seguidas. Sete títulos (2018, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025). Quatro jogos, quatro vitórias neste mata-mata.
No confronto direto da primeira fase, o Corinthians venceu por 2 a 1 no Parque São Jorge.
O peso da final de 2024
Há dois anos, o mesmo clássico decidiu o Brasileiro. O Timão fez 3 a 1 no Morumbis e 2 a 0 na Neo Química Arena, com 44.529 pessoas no segundo jogo — recorde da modalidade entre clubes no país. Agregado: 5 a 1. Seis jogadoras do atual elenco corintiano foram campeãs naquela série.
O São Paulo volta à decisão com outro técnico, outra base e a melhor campanha da temporada. A goleira Carlinha, convocada por Arthur Elias para os amistosos com a Argentina, resumiu o discurso tricolor: “Não olhamos para números.”
Do outro lado, Jhonson é o nome do mata-mata. Decidiu as duas semifinais contra o Bahia e também está na lista da Seleção para outubro. A final terá ao menos seis convocadas da principal em campo.
O que cada time precisa neste primeiro jogo
O regulamento é frio: quem somar mais gols nos dois jogos leva a taça. Mas o contexto não é.
O Corinthians joga em casa e precisa sair com vantagem — ou, no mínimo, sem derrota — para não chegar ao Morumbis obrigado a vencer. As Brabas sofreram só 19 gols em 21 jogos no Brasileiro, mas o ataque do São Paulo é o mais regular da fase de grupos: 37 gols, 12 sofridos, melhor defesa do campeonato.
O São Paulo pode jogar o primeiro tempo da série no risco controlado. Empate fora, ou até uma derrota por um gol, mantém a decisão aberta na casa das Soberanas. Thiago Viana construiu o time no contra-ataque nas semifinais. Foi assim contra o Flamengo.
Emily Lima costuma apertar desde o primeiro minuto em Itaquera. Se o Timão abrir o placar cedo, a série muda de cara. Se o Tricolor segurar o 0 a 0 até o intervalo, o segundo tempo vira jogo de nervo — e o Morumbis, daqui a sete dias, pesa mais.
Números da série até a final
CorinthiansSão PauloJogos no Brasileiro2121Pontos (fase + mata-mata*)5051Gols pró4837Gols contra1912Saldo+29+25Finais na era moderna10ª seguida2ªTítulos do Brasileiro70 (1 em 1997)
*Pontuação consolidada da Wikipedia/CBF ao fim das semifinais.
Por que este Majestoso importa além da taça
A final de 2024 lotou a Arena. A de 2025, contra o Cruzeiro, passou de 41 mil em Itaquera. O feminino paulista deixou de ser prévia e virou produto de sábado à tarde na Globo.
Há ainda o ciclo da Copa do Mundo de 2027 no Brasil. Arthur Elias convocou 28 jogadoras na terça-feira, sem Marta, para os amistosos com a Argentina em 10 e 13 de outubro — Beira-Rio e Arena Pernambuco. Várias delas entram em campo hoje e só se apresentam à Seleção depois da volta no Morumbis.
Quem levantar a taça no dia 3 chega à Libertadores como campeão brasileiro, não só como finalista. No futebol feminino nacional, essa linha ainda separa hegemonia de virada de chave.
O que assistir hoje
Jhonson — dois gols na semi, convocada, centro da área corintiana.
Késia — definiu a semi do São Paulo no último lance.
Carlinha — estreante na principal, goleira das Soberanas.
O primeiro gol. Quem marcar leva vantagem psicológica de sete dias.
O público em Itaquera. A Arena já mostrou que o feminino cabe no estádio grande.
A bola rola às 16h30. Daqui a uma semana, o Morumbis fecha a conta.

